Complô.
Não tem outra explicação.
Só pode ser um complô mesmo.
Cinco dias em Fortaleza e não foi possível fazer minha segunda tatuagem.
Óquêi, óquêi... nos três primeiros dias eu estava a trabalho, não ia dar mesmo pra fazer a tal tattoo; o último dia foi domingo, e o stúdio não abre no domingo; mas sobrava o quarto dia, um sábado que tinha tudo pra ser perfeito. E começou mesmo perfeito. Mas eu (é, eu mesma) fiz o favor de estragar o sábado. Eu e minha raiva estúpida.
Com certeza você já sentiu raiva de algo ou de alguém. Já deve ter chorado de raiva também. E, provavelmente, em uma dessas vezes, você deve ter percebido, instantes depois, que aquele momento de raiva foi o mais estúpido e sem noção da sua vida; que, sem ele, o seu dia teria sido maravilhoso e você teria feito, ou dito, ou vivido, coisas realmente legais... e a minha tattoo seria uma dessas coisas legais.
Isso se eu não tivesse estragado o sábado. O meu e o de mais quatro pessoas.
E se arrependimento matasse, vocês bem sabem como eu estaria agora.
Dores e dúvidas.
Sono. Braços cansados. Pernas idem.
É esse o resultado de 3 dias de aulas práticas ao volante. Diz aí: por que as aulas (e o exame) de direção não podem ser feitas em carros com direção hidráulica? A sensação que eu tenho é a de que passei os últimos dias puxando ferro... todo mundo aí sabe como é treinar baliza e garagem em carro com direção mecânica? "Vira tudo pra direita!"; "Agora tudo pra esquerda!" Tsc, tsc, tsc... Tô criando muque já, é sério! Pelo menos uma coisa é certa: a gente aprende a dar muuuito mais valor à direção hidráulica... Agora, toda vez que faço um giro no volante do carango aqui de casa, sinto um alívio indescritível por não precisar fazer força alguma e dou um graças-à-Deus-amém! cheio de felicidade. Conversando com o meu gerente sobre isso, ele disse que antes, quando não existia direção hidráulica, todo mundo dirigia e ninguém reclamava; e é verdade mesmo. Quando aprendi a dirigir, no Passat 86 do meu pai, achava normal fazer força pra manobrar, mas agora? Nem! Direção hidráulica precisa ser item de série, e não opcional. E tenho dito!
Mas esses meus posts automobilísticos já estão enchendo, não? Pois bem, mudando de assunto...
Nos últimos dias tenho pensado seriamente em fazer um intercâmbio. Pra onde? Italia, amici! Conhecer outro país, outra cultura e ainda estudar o idioma que eu amo³ in locus é um sonho antigo, mas que nunca foi viável pra mim, principalmente pela grana: uma empreitada desse tipo, definitivamente, não é nada barata... Bom, totalmente possível ainda não é, mas agora pelo menos eu trabalho e posso juntar umas economias pra esse fim. Mas não é só isso; um intercâmbio é um desafio de proporções gigantescas, pelo menos pra mim: outro país, a não sei quantos quilômetros de distância, outra língua, ninguém conhecido... sei lá, dá um medo, né? Tá certo que morei sozinha durante quase 2 anos, mas era numa cidade a apenas 70km de distância e todo final de semana eu voltava pra casa, ou seja, tal fato, embora tenha sido um divisor de águas na minha vida, não me gabaritou pra algo do tipo intercâmbio. Numa situação dessas, não dá pra telefonar todo dia nem pegar um busão lotado na sexta-feira a tempo de provar do jantar feito pela mãe. E se me acontece alguma coisa por lá? Essa semana vi na tv uma brasileira que morava em Dublin, na Irlanda, e foi atropelada por um caminhão enquanto andava de bicicleta; ficou paraplégica, já está há uns 2 meses no hospital, sem poder voltar pra cá e a família sem grana pra poder ir pra lá... já pensou numa tragédia dessa?
Então por que diabos eu quero fazer um intercâmbio, hein? Pelo desafio? Não, acho que não... nem sou muito chegada a desafios. Pela experiência, talvez. Vontade de aprender, de conhecer, de admirar... Não sei. Nem seria um tempo muito longo, algumas semanas apenas, umas 3 ou 4. Mas ainda há muito o que pensar, decidir e, principalmente, economizar: afinal de contas, não dá pra juntar de 3 a 4 mil dinheiros assim, de uma hora pra outra... pelo menos não com as dívidas que eu já tenho...
Vou indo jantar, que eu tô morta de fome.
Bacini.